Category: Comportamento

Desconhecidos – uma peça sobre o amor na era virtual

A peça “Desconhecidos” fala da fugacidade dos relacionamentos modernos. Pessoas que se conhecem pela internet, relações sem profundidade e encontros às escuras. Inspirado pelo livro de Zygmunt Bauman “Amores líquidos”, Igor Angelkorte criou o texto da peça que está há mais de oito meses em cartaz e agora ganha uma nova versão: com um casal gay. Para que pudéssemos ser fiéis a proposta da peça, o papo se deu pelo chat do facebook – com haha’s, letras minúsculas no começo das frases e abreviações. Igor contou quais foram as suas inspirações, da onde surgiu a ideia para uma segunda versão e o que ele acha da presença da internet nos nossos dias.

Igor Angelkorte e Chandelly Braz no cartaz da peça Desconhecidos

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A voz da geração

“Eu sou a voz da geração! Ou uma voz, de uma geração”, exclama Hannah (Lena Dunham), pós-chá-de-ópio. Depois de muito hype da crítica norteamericana, a nova série da HBO, “Girls”, estreiou nesse domingo. O programa – dirigido e protaganizado por Dunham – retrata a vida de Hannah, uma “garota” de 24 anos cujos pais decidem parar de bancá-la. Com a produção de um dos principais nomes da comédia norte americana, Judd Apatow (“O Âncora”, “Superbad”, “Bridesmaids”), “Girls” não decepciona.

Lena Dunham no set de "Girls": ela atua, escreve e dirige a nova série da HBO

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YouTube – o novo Grande Irmão

De repente você se vê bêbado, numa festinha em casa com amigos e resolve colocar aquele vídeo da Christina Aguilera que você assistia na MTV quando tinha 15 anos (shame on me! mas não, era “Dirty”). Para a sua surpresa, o vídeo está censurado e o YouTube pede que você entre com o seu login ou senha do Gmail para pode assistir o clipe proibido para menores de 18 anos. Mas raciocine comigo: se o clipe passava no Disk MTV  às seis da tarde de segunda à sexta-feira, por que diabos agora ele tem uma censura de idade no YouTube?

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Pantone na moda

A Pantone, famosa escala de cores criada nos EUA durante os anos 60, é referência mundial para designers de todas as áreas. Mais recentemente, ela tem deixado os bastidores para se tornar protagonista do desejo de consumo. E essa sensação acaba de chegar ao Brasil. A marca carioca Farm lança amanhã uma mini coleção com produtos desenvolvidos em parceria com a empresa.

Nem sei andar de bicicleta, mas quero uma

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Um papo eletrônico com Strausz

Em algum momento do ano que passou, me deparei no Facebook com um garoto de traços exóticos, cara de gringo, que fazia uma boa música eletrônica e que tinha uma foto com um monstro verde no perfil. Ouvi algumas faixas que eram sugeridas na página dele e curti – o som e a página. Um ano depois, conheci Strausz um pouco melhor.

Crédito: I Hate Flash

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Rapidinhas de quinta

Tinie Tempah: não dá entrevista pra CRU mas vai pro Altas Horas

Problema jornalístico do dia: Repórter americana procura mulheres que não gostam do Ryan Gosling para um artigo. Olha, minha filha, vai ficar difícil. Escolhe uma pauta mais fácil. Enquanto isso, no Brasil, “Ana Maria Braga conta como soube sobre lesbianismo em entrevista a Bial”.

Rapidinhas prontas para o fim de semana

O novo momento do hip hop

Nas
O rapper Nas

“Hip Hop Is Dead”, esse era título do álbum lançado pelo rapper Nas em 2006. Se era uma afirmação ou uma pergunta, isso nunca soubemos. Mas a frase era sucinta, o formato tão vangloriado durante as décadas de 80/90 e início dos anos 2000, não estava mais como antes. Para um artista baseado nas raízes das rimas rápidas e batidas com ritmo, ver o autotune destruindo a sua arte foi um fato deplorável. Assim como todos os estilos que chegaram ao topo do sucesso mainstream americano, o hip hop sofreu uma grave influência: a necessidade de se manter relevante por meio de “modices sonoras”. O que gerou uma dúvida interna sobre qual seria o seu destino. Por outro lado, mais recentemente, o estilo de vida não demonstra sinais de fracasso, mas sim um processo de transformação. Continue lendo

Marina e os arquétipos femininos

SuBarbieA - um dos arquétipos de Electra Heart

A aproximação do lançamento do novo álbum da Marina and The Diamonds me fez pensar em uma questão muito interessante e presente na cultura pop: a montagem de arquétipos femininos. Segundo antropólogos e historiadores, os arquétipos femininos representam o papel ou personagem que uma mulher assume em relação à sua sociedade. O resultado entre mulheres e seus papéis é a imagem que se cria de cada uma delas, ou seja, como elas são vistas e julgadas pelos demais e a imagem que elas fazem de si e do mundo. E é justamente este o tema explorado no novo álbum da Marina, Electra Heart:  a construção de arquétipos. No caso, eles representam todas as mentiras e ilusões do sonho americano.

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